Pilates e a doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é uma doença neurológica progressiva que afecta os movimentos quotidianos. Os sintomas mais comuns de Parkinson são cansaço, agitação, fraqueza, lentidão e dificuldade de movimentos, desequilíbrio, alterações na fala e na postura, rigidez muscular, entre outros. 
A doença acontece devido à perda de células nervosas de uma parte do cérebro denominada de substância negra. Estas células são responsáveis pela produção da dopamina, um neurotransmissor que permite que as mensagens sejam recebidas pelas áreas do cérebro que controlam o movimento. Com a escassez de dopamina, a coordenação torna-se difícil.


Actividades básicas como escrever, comer ou levantar tornam-se difíceis uma vez que os doentes de Parkinson têm dificuldade em iniciar movimentos e perdem o controlo sobre os mesmos, o que torna a sua vida cada vez mais complicada e sedentária.
As pessoas que sofrem de Parkinson procuram cada vez mais terapias alternativas para beneficiarem da conjunção destas com a medicação diária. Nas aulas de Pilates, os movimentos são executados de forma lenta e controlada e privilegia-se a respiração correcta de modo a oxigenar eficientemente os músculos. A coordenação é desenvolvida e melhorada e os músculos são fortalecidos devido a um trabalho de reposicionamento e alongamento muscular que permite o alívio dos sintomas relacionados com a motricidade fina (destreza) e tremores. 
Apesar de ainda não ter sido feito nenhum estudo científico sobre a redução dos sintomas de Parkinson através do método de Pilates, vários pacientes afirmam sentir-se mais aliviados após o exercício. 
De qualquer forma, deve consultar o seu médico antes de iniciar a prática desportiva.
Enviar um comentário